Freela, startup ou empregado?

Cada vez mais cresce o número de designer, publicitários, social medias, desenvolvedores e criativos em geral que preferem trabalhar de freela ou abrir sua própria startup do que trabalhar em uma agência ou empresa privada sendo funcionário. Esse quadro vem crescendo por vários motivos, mas três dos principais são: as pessoas querem pensar por conta própria, investir tempo e talento no que elas acreditam e acima de tudo, querem fazer o que amam do jeito que acham melhor! Esses dias um amigo me passou um artigo com um título interessante/agressivo/engraçado: Por que Criativos Talentosos Estão Deixando sua Agência de Merda; vale a leitura.

Encontrei também esse site onde pessoas, de vários países, anunciam seus serviços. Aqui no Brasil, por exemplo, existe uma grande quantidade de anunciantes de publicidade, propaganda e design (em geral), e muitos são startups e freelancers. Serve tanto pra você que quer trampar quanto para o cliente que não sabe ao certo quem contratar (essa continua sendo uma tarefa difícil pra ele).

Já vi, iniciei e participei de várias discussões do tipo: “o que é melhor, freelar, abrir a própria empresa ou trabalhar pra alguém?” ou “Quais são as dicas para ser bem sucedido trabalhando pra você mesmo?”… Legal, bacana o interesse pelo assunto e tudo más, porém, particularmente, eu não sou adepto do tipo de lista “10 dicas para ser um bom freelancer”; pode servir pra algumas pessoas, mas não funciona comigo.

Mas e aí, Daniel, vale ou não a pena investir meu tempo no que eu acredito? Bem, eu sou adepto da teoria de Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

Se você não consegue se encaixar nos padrões e acredita mesmo que o freela, ou a startup é a sua vibe, just do it! Do contrário, vai viver no “se” e viver no “se” acaba virando uma frustração a longo prazo. Porém, você precisa ter em mente que nada na vida é fácil como parece, viver de freela pode ser (e quase sempre é) mais difícil do que trabalhar para uma empresa. Abrir a própria startup talvez seja o dobro da complexidade.

Além de todo o conforto de ter uma carteira assinada e os benefícios que isso trás, trabalhar pra você mesmo significa que, na maioria das vezes, você precisa executar tarefas que talvez ainda não esteja tão familiarizado, como gerenciar tempo e administrar recursos.

Muitas pessoas se dão muito bem com a vida de freelancer porque são disciplinadas o suficiente pra isso. Gerir seu tempo e recursos não é uma tarefa tão fácil quanto parece. Eu passei cerca de um ano e meio trabalhando de freela antes de decidir voltar ao mercado corporativo, e nada funcionou muito bem enquanto eu não tirei o computador do meu quarto, desinstalei todos os jogos dele (e essa parte foi bem triste) e montei um escritório só pra trabalho. Não estou dizendo que você deva fazer o mesmo, mas pra que eu tivesse controle sobre meu tempo e recursos isso foi extremamente necessário. Depois de conseguir uma rotina saudável, a experiência foi muito boa. Desde aprender a lidar com todo tipo de cliente até uma resolução muito simples: ser um bom profissional, seja freelancer ou empregado, só depende de você.

Encontre o seu norte, aponte pra ele, seja educado, paciente, esforçado, curioso, e sempre persistente.

Como incentivo, deixo com vocês a palestra, que pra mim, foi a melhor da CPBr8: Dado Schneider

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Daniel Fabricio
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