Mulheres que inspiram! 5 mulheres inspiradoras, do design ao cinema

Hoje, Dia Internacional da Mulher, eu tô aqui pra falar de mulheres incríveis e que nos inspiram em diversas áreas como design, pintura, arquitetura, fotografia e cinema.

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Paula Scher: designer americana, Paula esteve na vanguarda do design gráfico. Trabalha com uma linha entre a cultura pop e fine art. Começou a carreira na indústria fonográfica, onde fazia pequenos anúncios na revista de ranking musical. Depois de alguns anos, já como diretora de arte na CBS, Paula criou capas visionárias, valorizando as ilustrações conceituais, tipografia eclética e ilustrativas, reflexo da suas influências enquanto ainda era estudante. Scher desenvolveu sistemas de identidade e branding, materiais promocionais, gráficos ambientais, embalagens e projetos de publicação para uma ampla gama de clientes que inclui Microsoft, Coca-Cola, o Museu da Modern Art, da Metropolitan Opera e do New York City Ballet. Seu trabalho foi exibido em todo o mundo e está representado nas coleções permanentes do Museu de Arte Moderna e do Museu Nacional de Design Cooper-Hewitt em Nova York.

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Tarsila do Amaral: pintora, desenhista e tradutora brasileira. Uma das principais envolvidas na primeira fase do Movimento Modernista e da Semana de Arte Moderna, de 1922, junto com Anita Malfatti e todo o resto da galera modernista: Oswald e Mário de Andrade, Menotti Del Picchia. Em 1928 pintou o famosíssimo Abaporu, que originou o Movimento Antropofágico, junto com Oswald de Andrade, e que propunha a digestão e dissolução da arte estrangeira, como num ritual canibal, pra que a arte nacional ganhasse características mais brasileiras.

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Lina Bo Bardi: arquiteta, artista plástica e cenógrafa italiana, que escolheu o Brasil como lar no pós-guerra e se naturalizou brasileira.  Foi no Brasil que Lina conseguiu colocar em prática suas ideias mais modernas, num país de cultura e arquitetura mais recente e em formação, bem diferente do modelo europeu. Admiradora da cultura popular brasileira, torna essa a uma grande influência pro seu trabalho, principalmente por compreender a junção da vanguarda estética com a tradição popular. Ela é responsável por obras como o MASP, a Casa de Vidro e o SESC Pompéia, todos em São Paulo.

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Annie Leibovitz: fotógrafa americana mundialmente reconhecida por seus retratos intimistas. Annie mistura luzes naturais e artificiais e é conhecida por fazer fotos de celebridades. É dela a super conhecida foto de John Lennon com a Yoko Ono, feita algumas horas antes do cantor ser morto. Passou por diversas fases dentro da fotografia, como fotografia jornalística e atualmente trabalha com arte e moda. Annie é incrível quando se fala de composição da imagem! Suas fotografias parecem quadros super bem compostos e elaborados.

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Helena Ignez: atriz e cineasta brasileira, começou a carreira de atriz no teatro e estreou no cinema junto com Glauber Rocha, no curta O Pátio, em 1959. Helena foi personagem essencial pro Cinema Marginal, época em que uma das principais preocupações dos autores era a subversão da linguagem cinematográfica até então conhecida e foi aí que Helena criou um novo estilo de atuar, mais debochado, extravagante, com força e poder pra mulher na interpretação, o que faz muito bem A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla. Dirigiu filmes como A Canção de Baal e Ralé, este último lançado em 2015. Helena é considerada musa do Cinema Marginal, mas acredito muito mais na liberdade de ser e fazer a arte em que acredita e na força da mulher que foi atrás dos seus desejos e conquistou um espaço dentro de um grupo predominantemente masculino.

Leia: Ângela Davis, Rebecca Solnit, Djamila Ribeiro.

Ouça: Drik Barbosa, Lívia Cruz, Jade Baraldo.

Prestigie as obras de: Luíza Veras, Marina Abramović.

Valorize e aprecie a potência da arte vinda de mulheres incríveis!